quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Folhetim na voz de Luiza Possi

Para quem é mais VISUAL do que AUDITIVA, como eu, resolvi colocar a letra da música.

E também, é claro, porque adoro as palavras ESCRITAS.

FOLHETIM

Chico Buarque

Se acaso me quiseres

Sou dessas mulheres

Que só dizem sim

Por uma coisa à toa

Uma noitada boa

Um cinema, um botequim

E, se tiveres renda

Aceito uma prenda

Qualquer coisa assim

Como uma pedra falsa

Um sonho de valsa

Ou um corte de cetim

Eu te farei as vontades

Direi meias verdades

Sempre à meia luz

E te farei, vaidoso, supor

Que és o maior e que me possuis

Mas na manhã seguinte

Não conta até vinte

Te afasta de mim

Pois já não vales nada

És página virada

Descartada do meu folhetim

Eu amo o Chico, isso sim que é poeta de verdade!

Forte essa música, né!? Como ontem não consegui publicar o "Acaso", ele ficou o dia todo em minha cabeça, e assim me lembrei dessa música.

Ai, como eu queria ser "dessas mulheres"!!! Eu até sou, mas só a primeira parte, das que sempre dizem sim, da noitada boa, do cinema, do botequim...queria ser "dessas mulheres" que na manhã seguinte... não se envolvem. Ah! Mas seu eu fosse assim...não seria uma mulher de verdade. Pensando bem, prefiro continuar assim, me envolvendo...sentindo e amando. Deixo para outras pessoas, que potencializem seu lado racional, e com isso, o medo de se envolverem de verdade!!! Eu não consigo, acredito até que não deveria...MAS SOU PURA EMOÇÃO!!! e lembrando do "Robertão"...se chorei ou se sofri...o importante é que emoções eu senti!!!



ACASO


por ACASO
                                                                                             um CASO
                                                                                                                          tenSÃO
                                                      teSÃO
                            não CASO
                                                                                                        quem CASA?
não SACO
                                   que SACO!
                                                                                                                                     me SACO
                                                                        o CAOS
                                                                                                            nem A
        nem O
                                             só AOS
                                                                                                                                            eCOA
                                                                            vem
                                                                             tão SÓ.

Cacau
29/09/2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009


Desculpem, mas preciso fazer alguns ajustes no BLOG.
A modernidade é ótima, mas papel e caneta são bem mais simples.
Não consigo publicar da forma que quero as imagens, as letras, os espaços.
As configurações estão limitando a minha forma de expressão.
E como liberdade de expressão é tudo...assim quem resolver esses problemas, volto a publicar.
Espero que não demore muito, pois sinto falta de escrever aqui.
Claudinha

Momento retrô...











O RECOMEÇO II


?
...
!

Me sinto assim
mais uma vez.
Sei que não é o fim
apenas começar outra vez.

O Sol lá fora
vem todo dia me mostrar
que quem a esperança mantém
seus sonhos um dia vai alcançar.

"Quem espera sempre alcança"
é sim uma grande verdade
pois o tempo da bonança
somente vem após a tempestade.

Porém esperar, cruzar os braços não é.
E sim, lutar, lutar,lutar até!
Sem desistir da luta jamais.
Pois para vencer, lutar nunca é demais.

"Devagar se vai longe" sim
mas tudo depende para onde se queira ir
pois para se obter sucesso no fim
há de se traçar um objetivo e ele sempre seguir.

Pra você, pra mim e pra todo mundo
que acredita nos seus sonhos de verdade
acredito que guardada lá no fundo
encontra-se a tal felicidade, que logo será realidade!

Claudinha
07/04/1999

terça-feira, 22 de setembro de 2009













APENAS MAIS UM FIM...

Não é que terminou,

apenas durou o que tinha que durar.

Não é que errei (de novo!),

apenas tentei acertar.

Não é que me doei demais,

apenas não sei amar pela metade.

Não é que foi tempo perdido,

apenas foi a experiência necessária.

Não é que escolhi errado,

apenas não racionalizei na seleção.

Não é que não era você,

apenas era um outro alguém.

Não é que estou triste,

apenas estou me distanciando do que senti.

Se dói,

é apenas porque foi bom.

Se há saudade,

é apenas porque valeu a pena.

E sempre vale a pena!

Cacau

22/09/2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Momento retrô...

O RECOMEÇO
Sempre é tempo de recomeçar.
Cada dia que passa,
tento acreditar nisso.
O Sol que nasce a cada manhã,
me mostra que o ontem
ficou para trás,
e que hoje é um lindo dia!
Ás vezes
tenho até a sensação
de que o passado está tão longe...
Mas é quando a noite chega
que tudo fica mais difícil.
Pois a Lua não me traz
uma nova noite.
A Lua sempre me traz
a saudade de você.
Então durmo!!!
Durmo para esquecer,
e para fazer chegar logo o Sol,
e com ele a ilusão
de que o passado ficou com o ontem.
E que tudo recomeça.
E que o dia é lindo!
Claudinha
05/10/1998

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ESCOLHAS


Se gosto do lago...por que escolho o mar?
Se gosto do calor...por que escolho o frio?
Se gosto do doce...por que escolho o salgado?
Se gosto do branco...por que escolho o preto?
Se gosto do destilado...por que escolho o fermentado?
Se gosto do sim...por que escolho o não?
Se gosto do sorriso...por que escolho a lágrima?
Se gosto do claro...por que escolho o escuro?
Se gosto do par...por que escolho o ímpar?
Se gosto da música...por que escolho o silêncio?
Se gosto do romance...por que escolho o drama?
Se gosto da exclamação...por que escolho a interrogação?
Se gosto do futuro...por que escolho o passado?
Se gosto do agora...por que escolho o depois?
Se gosto de ir...por que escolho ficar?
Se gosto da alma...por que escolho o corpo?
Se gosto do amor...por que escolho a paixão?
Se gosto da fantasia...por que escolho o real?
Se gosto do forte...por que escolho o fraco?
Se gosto do muito...por que escolho o pouco?
Se gosto do tudo...por que escolho o nada?
Se gosto de mim...por que escolho o outro?
Claudinha
18/09/2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Falando em tempo e em dançar...

Viu!!! O tempo não volta...

Morreu ontem, aos 57 anos, Patrick Swayse.

Duvido que alguma mulher consiga assistir essa cena sem um sorriso no rosto de orelha a orelha, sem ficar arrepiada.

Tenho certeza que quem tem entre 30 e 40 anos, como eu, sonhou muuuuuito com essa cena.

Se você já encontrou seu amor, dance com ele, ame muuuuuito e diga muuuuuito EU TE AMO!

Se não encontrou AINDA, como eu, continue sonhando. Os sonhos não envelhecem...

Eu continuo sonhando...e em breve ele vai aparecer...Ah vai!!!

Se o vídeo do filme Lado a Lado não te fez dançar, espero que esse consiga!!!

Adivinha o que estou fazendo agora?

"Tá" fazendo o que sentada ainda?

Aproveite o dia, dance e sonhe muito!!! O hoje já está acabando...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Aproveite o dia!

Filme Lado a Lado

Sessão da tarde de hoje. Ops, acabei de confessar que não fui trabalhar, rsrsrs.

Chorei do começo ao fim. Saudade, saudade, saudade...

Mas eu sei..."que não há montanha tão alta, não há vale tão fundo, não há rio tão largo...que me impeça de chegar até vocês...não importa a distância"...mesmo porque não há distância.

Mas voltando a falar em tempo... e você? Tem dançado com seus filhos, sobrinhos...sozinha(o)?

O tempo não volta, hoje já ficou para trás...então dance muito!!!

Na cama, no quarto, na sala, na cozinha...

Carpe diem!!!!

O TEMPO

Dizemos o tempo todo:
"o tempo é relativo!"

Só sabe o que isso significa
quem realmente sente na pele
o dissabor do tempo.

Quando perdemos alguém,
sempre pensamos e acreditamos:
só o tempo...

só o tempo cura...
só o tempo esclarece...
só o tempo!!!

Na realidade,
o tempo não existe.

Podem passar horas...centenas, milhares de horas.
Podem passar dias...centenas, milhares de dias.
Podem passar meses...centenas de meses.
Podem passar anos...longos anos.

Quando a saudade aperta,
a dor da ausência...
faz sentir que foi ontem que tudo aconteceu.

Cacau
14/09/2009

domingo, 13 de setembro de 2009

PROCURA DA POESIA

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças versos com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha da espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas marzucas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente do reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
o seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

Carlos Drummond de Andrade